domingo, 18 de maio de 2014

Vítima de Feicovag é indenizada em R$ 30 mil por danos morais. No âmbito criminal, processo foi considerado extinto pelo TJ.

Arquibancada da Feicovag cedeu no ano de 2005
O juiz da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, Jones Gattas Dias, condenou o ex-deputado estadual José Carlos de Freitas Martins, em conjunto com o município de Várzea Grande, a empresa Industrial Publicidade e Eventos, o engenheiro civil Ricardo Maldonado Mercedes, a pagar R$ 30 mil a título de indenização por dano moral a uma das vítimas da queda da arquibancada da Feicovag no dia 14 de maio de 2005.

A decisão do magistrado ainda condenou todas as partes envolvidas a pagar as despesas processuais e honorários advocatícios. Além disso, deverão pagar um salário mínimo mensal até a mulher completar 65 anos de idade e pagar R$ 290 que é o gasto com medicamentos para garantir o tratamento após o acidente. O processo foi extinto sem julgamento do mérito.

A mulher identificada como Rica Cascia Silva alegou que estava no local no momento do acidente, quando a arquibancada desabou, provocando-lhe graves lesões na coluna, diagnosticada como “fratura do corpo vertebral de L4 (tipo A3)”. Por conta disso, foi submetida a uma cirurgia, permanecendo incapacitada para o trabalho e até mesmo para fazer sua higiene pessoal, durante o período de tratamento de saúde. 

Sustentou ainda que após o ato cirúrgico nunca mais foi a mesma, pois passou a depender de outras pessoas, já que não pode fazer qualquer esforço físico e que teve que custear, sozinha, as despesas com exames e medicamentos, além de acumular dívidas por não ter condições de trabalhar.

“Considerando as circunstâncias em que se deram os fatos, com destaque para a gravidade e a extensão do acidente, envolvendo muitas vítimas – sobretudo a requerente, que teve “lesão em coluna lombar classificada como fratura do corpo vertebral de L4 (tipo A3), com compressão de raízes nervosas lombares e sacrais e instabilidade” (sic. fl. 25), e as condições econômicas dos requeridos, e todo o exposto acima, atento, ainda, ao caráter pedagógico da condenação em casos como o visualizado aqui, que implica em frear a ambição desmedida dos promotores e realizadores dos eventos de massa, sem o locupletamento indevido, por outro lado, dos atingidos pela tragédia, arbitro a verba indenizatória, a título de dano moral, em R$ 30.000,00 (trinta mil reais), a ser pago de uma só vez”, diz trecho da decisão judicial. 

No âmbito criminal, nenhum dos responsáveis pela organização da Feicovag foi punido. Isso porque em novembro de 2012, o Tribunal de Justiça declarou extinta a ação penal contra os acusados de serem responsáveis pelo desabamento de uma arquibancada durante a 16ª Feicovag, realizada em 2005. O acidente deixou cerca de 400 feridos. 

No despacho, os magistrados argumentam a prescrição da pretensão punitiva. São citados no processo o ex-deputado estadual José Carlos de Freitas, o filho dele Jackson Kohlhase Martins, o engenheiro civil Ricardo Maldonado Cespedes e Nilmo Aparecido Garcia. 

Conforme o grupo de peritos da polícia que investigaram o caso na época, a estrutura metálica enferrujada e a falta de compactação do terreno onde a arquibancada foi montada foram os motivos do desabamento. As análises revelaram que, embora a estrutura tivesse sido pintada, possuía pelo menos 10 anos de uso. Ela também havia sido fixada com pedaços de arame galvanizado e fios de nylon.

Fonte. Sit Folhamax/RAFAEL COSTA /Da Redação.
Rpostado: Marcos Davi Andrade.

domingo, 11 de maio de 2014

Jardim Cuiabá é condenado a pagar R$ 20 mil por falta de higiene de aparelhoS



Paciente foi submetida a cirurgia e enfrentou transtornos médicos



hospital-jacuiaba.JPG
Por unanimidade, a Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ) condenou o Hospital Jardim Cuiabá a pagar indenização por dano moral no valor de R$ 20 mil e mais R$ 1,8 mil a título de indenização por dano material a uma paciente que contraiu infecção hospitalar em procedimento cirúrgico. Inicialmente, o pedido de indenização foi negado em primeiro grau. 
Porém, o agravo de instrumento foi aceito pelos desembargadores. A indenização por dano moral foi estipulada em R$ 200 mil pelos advogados de defesa. No entanto, o pedido deste montante foi rejeitado diante da falta de comprovação de dano estético e pagamento de pensão mensal.
Conforme narrado nos autos do processo, a paciente G.F.C se submeteu a uma cirurgia de cóccix em 2005 e foi transferida ao Hospital Jardim Cuiabá para procedimento de passagem de cateter em medula. Foi alegado que o estado de saúde piorou após ser submetida a intervenções cirúrgicas para drenagem, em virtude de que os materiais cirúrgicos não foram higienizados corretamente. 
A decisão dos desembargadores levou em consideração o artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor, no qual prevê que o fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços.
“O hospital que desatende a obrigação legal de fazer funcionar a Programa de Controle de Infecções Hospitalares – PCIH, responde por toda e qualquer infecção que vier a ser gerada em suas dependências, haja vista a patente negligência em prevenir acontecimentos de tal natureza, mesmo diante da inexistência do risco zero(...) Segundo orientação do Superior Tribunal de Justiça, a responsabilidade é objetiva em caso de infecção hospitalar, pois o hospital, na qualidade de fornecedor do serviço de internação, é responsável pela guarda e incolumidade física do paciente”, diz trecho da decisão judicial. 
O relatório do desembargador Dirceu dos Santos foi acompanhado favoravelmente pelo voto do desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha e Cleuci Terezinha Chagas. 

Repostado: Marcos Davi Andrade
Fonte:http://www.folhamax.com.br

segunda-feira, 24 de março de 2014

TRABALHADORES VINDOS DO HAITI E OUTROS PAÍSES PARA MT TÊM OS MESMOS DIREITOS TRABALHISTAS DOS BRASILEIROS

Embora até os alojamentos sejam diferentes e, em alguns casos, a remuneração menor, os trabalhadores estrangeiros contratados por empresas que executam as obras do Pantanal Fifal 2014, em Cuiabá e Várzea Grande, devem receber o mesmo tratamento dos brasileiros. A advertência partiu do advogado Moreno Sanches Júnior, ao abordar a situação dos quase 300 estrangeiros – cerca de 90% oriundos do Haiti – que prestam serviços para as empreiteiras que executam obras da Copa do Mundo.
Trabalhadores haitianos, bolivianos, paraguaios e de outras nacionalidades são no rol do batalhão de homens e mulheres que vieram a Mato Grosso somar-se à mão-de-obra local no esforço de transformar Cuiabá num dos cartões postais do Brasil. “Os direitos trabalhistas são os mesmos: Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, Previdência [INSS], verbas rescisórias... Todas são idênticas”, afirmou Sanches Júnior, durante visita à Redação do Olhar Direto, ao citar que são regidos pela Consolidacao das Leis do Trabalho (CLT).

Caso se sintam desconfortáveis ou com tratamento inferior, os trabalhadores estrangeiros podem processar as empregadoras pro danos morais. “Se sentirem-se discriminados ou em situação degradante, devem buscar os direitos”, pontuou ele. 


Da pobreza

A chegada dos haitianos a Mato Grosso, principalmente na região Metropolitana de Cuiabá, trouxe diversas especulações sobre o grau de oportunidade para aqueles que desejam trabalhar. “O Brasil lidera a missão das Nações Unidas no Haiti. O haitiano que chega ao país diz ter uma imagem acolhedora do Brasil e afirma ter conhecimento da atual situação econômica do país, o que motiva a escolha do Brasil como um local de recomeço”, argumenta Moreno Sanches, que há meses vê os haitianos a chegarem a Cuiabá.

Os trabalhadores imigraram do Haiti por falta de emprego, de oportunidade de renda, moradia, educação e de serviços básicos de saúde. 

“Muitos haitianos possuem escolaridade, mas ingressam no mercado de trabalho em profissões primárias, como serventes, domésticas, ajudantes de pedreiro na construção civil, entre outras”, pontua ele. Moreno Sanches Júnior argumenta que o seu objetivo verificar a situação dos haitianos e defendê-los, observando os pontos de empregabilidade.

fonte: http://www.olhardireto.com.br/
postado por Marcos Davi Andrade 

RIACHUELO É PROCESSADA EM R$ 10 MI POR REVISTAS ABUSIVAS

O Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT-AL) ingressou com ação civil pública contra as Lojas Riachuelo por constranger os empregados durante revista de bolsas e pertences. Na ação, o MPT pede liminar que proíba imediatamente a prática, além do pagamento de indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos. 

Em junho de 2013, durante inspeções feitas em uma das filiais da rede em Maceió, gerentes da loja informaram aos procuradores do Trabalho que a revista é uma atividade rotineira, realizada diariamente e que segue o regimento interno da empresa, mas que não expõe os empregados a nenhuma situação humilhante. Porém, em audiência realizada na 6ª Vara do Trabalho de Maceió, uma ex-empregada da loja relatou que os seguranças da empresa faziam insinuações constrangedoras e humilhantes quando encontravam alguma peça íntima entre os pertences dos empregados.

Segundo a testemunha, os funcionários que carregavam algum item semelhante aos da loja também tinham que apresentar nota fiscal do produto, para comprovar que a mercadoria não era furtada. Caso a Justiça condene a Riachuelo, o dano moral coletivo pago pela loja será revertido a entidades sem fins lucrativos ou ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Direito à intimidade – De acordo com o MPT, a revista íntima praticada na Riachuelo viola o direto à intimidade, protegido pelo artigo 5º, inciso X, da Constituição Federal de 1988, que preceitua que “São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente da sua violação”.

O MPT também tem outras duas ações contra a empresa por fazer descontos de dívidas nos contracheques dos funcionários. Tanto no Rio Grande do Norte como em Sergipe, a Justiça do Trabalho proibiu as Lojas Riachuelo de descontar dos salários dos seus empregados as dívidas contraídas com a própria empresa ou com qualquer outra do mesmo grupo econômico. As decisões também vedaram cláusulas contratuais que autorizem tais descontos.

A Riachuelo é uma das maiores empresas de departamento do Brasil com 213 lojas distribuídas por 24 estados, dois parques industriais e 40 mil funcionários. Em 2013, teve receita bruta de R$ 770,4 milhões. Pertence ao Grupo Guararapes Confecções.

fonte: http://www.olhardireto.com.br/
postado por Marcos Davi Andrade

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

FISCALIZAÇÃO DETECTA "FALCATRUA" EM OFERTA DE HIPERMERCADO DE CUIABÁ


A fiscalização da Delegacia do Consumidor de MT (Decon), comandada pela delegada Ana Cristina Feldner, em parceria com o Procon-MT e a Vigilância Sanitária detectou nesta terça (21) na loja do Hiper Extra, em Cuiabá, uma pegadinha, pra não dizer outra coisa, em uma das ofertas da rede. 

A loja é acusada de propaganda enganosa. Em uma das 'ofertas' o cliente mais incauto seria facilmente lesado ao seguir a indução do cartaz (veja foto ao lado). 

O anúncio de sabonete Lux oferece a compra de oito unidades pelo suposto preço de sete. Porém, ao fazer as contas, os fiscais descobriram o engodo. Se comprasse as oito unidades de forma individual o consumidor ainda pagaria mais barato que na oferta. É que, para o oitavo sabonete ser 'de graça', o preço do kit deveria ser de R$ 6,02. O cartaz oferecia as oito unidades fechadas por R$ 6,93 e o preço individual, R$ 0,86. É só fazer as contas. 

Vale lembrar que a rede inaugura sua segunda loja em Cuiabá nessa quarta (22), no antigo prédio do Hiper Modelo, na Miguel Sutil. A nova loja vai oferecer cerca de 80 mil itens. A rede investiu R$ 42 milhões. Por via das dúvidas, é bom o consumidor levar uma calculadora e ficar mais atento na hora de ir às compras.

fonte: http://www.reportermt.com.br/
Postado Por Marcos Davi Andrade 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

MUNICÍPIO INDENIZARÁ FAMÍLIA DE EMPREGADO AFOGADO EM AÇUDE DE TRATAMENTO DE ÁGUA

O Município de Casa Branca (SP) terá de indenizar por dano moral, por ofensa à honra, a família (viúva e filho menor) de um servidor acusado de entrar em um açude durante a jornada de trabalho, com o intuito de se divertir. Ele morreu no local. O valor da indenização, arbitrado inicialmente em R$ 100 mil, foi majorado para R$ 200 mil pela Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho.

O empregado foi contratado como ajudante de serviço público, mas estava desviado para a função de operador de estação de tratamento de água (ETA), onde ocorreu o acidente fatal. Ele estava sozinho, operava bombas e máquinas e fazia limpeza de açudes e tanques, e o local, na zona rural de Casa Branca, contava apenas com um rádio, uma vez que o sinal de celular era ruim. O corpo do trabalhador só foi encontrado no dia seguinte, pelos bombeiros, de cuecas. Suas roupas estavam à beira do açude.

O município, ao apresentar sua versão, afirmou que nenhuma das tarefas desempenhadas exigia que se entrasse no açude, e eram desenvolvidas dentro do prédio da estação de tratamento. Disse, ainda, que é terminantemente proibida a entrada para qualquer fim no açude. "A cena descrita é de alguém que, de modo consciente, resolveu nadar no açude, e não de algum servidor que estava dentro do açude para executar alguma tarefa", afirmava a contestação.

O juízo da Vara do Trabalho de Mococa (SP) acolheu a argumentação da empresa e negou o pedido de indenização. O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP), porém, reformou a sentença, considerando que o trabalhador também fazia a limpeza dos açudes e tanques, "especialmente no que tange à existência de elementos capazes de obstruir a passagem de água".

Para o TRT, a tese de que o trabalhador teria entrado no açude para se divertir "adquire contornos ofensivos à reputação do falecido", principalmente levando em conta que este tinha "conduta exemplar quanto ao zelo no tratamento da água" e era "pessoa tranquila, pacífica, comprometida com o bom andamento do serviço", como afirmou, em depoimento, o diretor do Departamento de Água. Condenada a indenizar a família, a empresa recorreu ao TST, sem sucesso.

"Os fatos são graves e a responsabilidade subjetiva do empregador é inequívoca", afirmou a relatora, ministra Kátia Magalhães Arruda, esclarecendo que o município não provou que o empregado estava capacitado para a função que desempenhava nem cumpriu as normas de segurança no trabalho, especialmente o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI).

Segundo a relatora, o artigo 944 do Código Civil estabelece que a indenização se mede "pela extensão do dano". A conduta grave do empregador "deve ser coibida de maneira mais firme", e o valor da indenização deve servir tanto para "compensar a dor dos entes queridos", como ter efeito pedagógico no sentido de alertar o empregador para as medidas possíveis para evitar que acidentes como esse voltem a ocorrer, afirmou.

A decisão foi por maioria, ficando vencido o ministro Aloysio Corrêa da Veiga.

fonte: http://www.tst.jus.br/
Postado por Marcos Davi Andrade 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

OI PAGARÁ R$ 300 MIL POR FALTA PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIOS EM LOJAS

Dos 57 estabelecimentos que mantém no estado, 44 estão irregulares 


Porto Alegre – A empresa de telefonia Oi pagará R$ 300 mil por dano moral coletivo. O valor foi fixado em acordo judicial homologado em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Santo Ângelo (RS) contra a companhia. A Oi foi processada depois que investigações comprovaram problemas ligados à segurança e a prevenção de incêndios em 44 das 57 lojas da empresa no Rio Grande do Sul. 

A ação foi movida pelo procurador do Trabalho Veloir Dirceu Fürst e a conciliação conduzida pelo procurador Marcelo Goulart. O acordo foi homologado na Vara do Trabalho de Ijuí (RS). Na conciliação, a empresa se comprometeu a providenciar e implementar a adequação às normas de proteção e prevenção contra incêndio. A cada oportunidade em que forem constatadas irregularidades, haverá multa de R$ 30 mil. O valor será revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). 

Doação – Os R$ 300 mil serão revertidos a Associação Hospital Bom Pastor Ijuí (R$ 204 mil para realização de obra de cercamento e construção de pórtico de entrada do novo hospital), ao Grupo Rodoviário da Brigada Militar de Santo Augusto (R$ 38 mil para aquisição de duas viaturas tipo motocicletas e respectivos materiais de segurança) e ao Corpo de Bombeiros de Ijuí (R$ 58 mil para aquisição de equipamentos a serem utilizados em resgates de vítimas em locais confinados e para confecção de cartilha de primeiros socorros).

fonte: http://www.professorleonepereira.com.br
postado por Marcos Davi Andrade 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

LOJAS AMERICANAS TERÃO QUE ADEQUAR POSTOS DE TRABALHO



MPT conseguiu liminar que obriga unidade de Itabuna a rever questões ergonômicas e a adotar pausas programadas 


Salvador – As Lojas Americanas estão obrigadas a cumprir normas de saúde e segurança do trabalho. A empresa deverá implantar sistema de pausas programadas e a adotar a prática de ginástica laboral em sua unidade no Jequitibá Plaza Shopping, na cidade de Itabuna (BA). A liminar foi dada em ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT). No processo, o MPT pede ainda a condenação da empresa em R$ 5 milhões por dano moral coletivo. A primeira audiência de julgamento está agendada para 13 de fevereiro. 

A loja de departamentos foi acionada pelo procurador do Trabalho Ilan Fonseca por submeter seus empregados a desgaste físico e estresse psicológico para acelerar o ritmo de trabalho nos caixas. No local também havia problemas ergonômicos, como monitores em altura irregular e cadeiras para digitação sem apoio para o antebraço. “Após três inspeções, que ocorreram em um intervalo de cinco anos (2006 a 2011), percebemos que as Lojas Americanas se preocupavam muito pouco em sanar as irregularidades apontadas, demonstrando total descaso quanto à manutenção de um meio ambiente saudável aos seus trabalhadores”, afirmou o procurador. Em 2011, o MPT chegou a propor termo de ajustamento de conduta à empresa, que se recusou a assinar o acordo. 

A liminar determina que a empresa disponibilize assentos adequados para o descanso dos funcionários e mantenha em perfeitas condições instalações elétricas de todo o estabelecimento, de modo a prevenir os perigos de choque elétrico e outros tipos de acidente. Além disso, a empresa treinar os trabalhadores que realizam abastecimento com relação à forma correta de movimentação de cargas para evitar doenças posturais. As Lojas Americanas serão ainda fiscalizadas pela Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Ilhéus para verificar o cumprimento das obrigações. 

Em caso de descumprimento, será cobrada multa diária de R$ 20 mil por item infringido. Tanto o valor das multas em caso de descumprimento quanto do pagamento dos R$5 milhões, caso a empresa seja condenada, serão revertidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), entidades e instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos a serem escolhidas pelo MPT de Itabuna. 


FONTE: http://www.professorleonepereira.com.br

POSTADO POR MARCOS DAVI ANDRADE

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

OAB NACIONAL DIZ QUE VAI AO CNMP CONTRA PROMOTOR DO GAECO DE MT



Por unanimidade, o conselho federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aprovou proposta de “desagravo coletivo” contra declaração dada pelo promotor de Justiça Marcos Regenold em entrevista a um site de notícias. O promotor atua no grupo especial contra o crime organizado (Gaeco) em Mato Grosso. 

A medida foi apresentada pelo secretário-geral adjunto da entidade, Cláudio Stábile, para reiterar a nota de repúdio divulgada ontem pela seccional no estado.

Para a OAB, Regenold desrespeitou a categoria ao afirmar que “a defesa sempre vai tentar atrapalhar a acusação, pois é paga para isso" e que "os bons advogados dos acusados são pagos com dinheiro público roubado da população, o qual deveria ir para o leite das crianças, para os paraplégicos, para aqueles que precisam de hospital”. 

O presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, afirmou que a entidade vai formular uma representação contra o promotor e vai apresentá-la ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A entidade anunciou também que vai estudar medidas judiciais cabíveis contra Regenold.

Presidente da seccional da OAB no estado, Maurício Aude informou que o ato de desagravo ainda vai ser agendado, mas que deve ser realizado em breve. O conselho federal aprovou a proposta nesta segunda-feira (2).

Regenold fez a declaração após comentar especificamente sobre estratégia adotada pela defesa do vereador João Emanuel Lima (PSD), alvo da operação "Aprendiz", deflagrada pelo Gaeco na semana passada. O advogado Eduardo Mahon, que representa Lima, disse que a operação tem cunho político. 


fonte: http://www.olhardireto.com.br/

postado Por Marcos Davi Andrade

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

POLÍTICA DA SEFAZ TEM SIDO NEFASTA AO JUDICIÁRIO

Com um déficit de 400 servidores e 37 magistrados, o Poder Judiciário de Mato Grosso amarga a última colocação entre os Tribunais de médio porte, no quesito taxa de congestionamento processual. É um dos piores em celeridade, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Segundo o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Orlando de Almeida Perri, para reverter essa situação, será necessário investir na primeira instância e realizar concurso público para servidores e magistrados. Entretanto, tudo isso esbarra na questão orçamentária. 

“Eu tenho explicado e procurado mostrar ao governador do Estado que essa política da Secretaria de Fazenda, de repassar ao Judiciário valor menor do que se prevê no orçamento e as leis orçamentárias, tem sido nefasta ao Poder Judiciário. Porque isso impede o recrutamento de novos servidores e magistrados”, disse.

Somente em 2012, a Sefaz não repassou ao Judiciário cerca de R$ 50 milhões.

"Desde o meu discurso de posse eu tenho enfatizado que não sou milagreiro"
“O valor está sendo pago este ano, a partir de julho em seis prestações. Então, nós estamos tentando convencer o governador dessa necessidade de recebermos dentro do ano corrente aquilo que é devido ao Poder Judiciário, para que nossas metas e ações não sejam prejudicadas”, afirmou. 

240 dias de gestão 

O presidente do Tribunal fez uma avaliação sobre os 8 meses de gestão a frente da instituição. De acordo com Perri, ele passou por muitas “turbulências” no início da administração como a exemplo da greve dos servidores. 

Sobre as críticas de que sua administração não estaria respondendo a contento, ele disse que não faz milagres. 

“Desde o meu discurso de posse eu tenho enfatizado que não sou milagreiro. As pessoas esperam de mim muito mais do que eu posso fazer, não como pessoa, mas como gestor, em decorrência dos recursos que são disponíveis ao Tribunal”, asseverou. 

Seguindo Perri, a gestão dele está “fazendo ainda aquilo que é básico” e que faltava para o Judiciário Estadual. 

“Estamos fazendo o alicerce. As ações feitas hoje só irão aparecer e ter resultado, daqui a dois, três ou cinco anos. Por exemplo, assumimos o Tribunal de Justiça com todos os setores trabalhando praticamente de modo artesanal”, ponderou. 

Na entrevista da semana, o presidente ainda falou sobre a construção de duas grandes obras para o Judiciário, o prédio que abrigará o complexo dos juizados especiais e a obra do novo Fórum de Várzea Grande. 

“Existia realmente dois projetos de alto custo no Poder Judiciário. Um da construção do Fórum de Várzea Grande orçado em R$ 40 milhões e o outro da construção do complexo dos juizados especiais de Cuiabá também orçado em R$ 40 milhões. Nós mandamos rever os dois projetos, especialmente dos juizados especiais, até porque nós não precisamos dessa estrutura gigantesca e paquidérmica, como estava previsto”, destacou. 

Na entrevista, Orlando Perri conversou ainda sobre produtividade de magistrados, respondeu as críticas sobre sua gestão e as ações que serão desencadeadas para melhorar a prestação jurisdicional. 

Confira abaixo os melhores trechos da entrevista.

MidiaJur – Os dados do CNJ apontam que o grande problema do Judiciário Estadual está na primeira instância. Com uma taxa de congestionamento de mais de 83,7%, sendo 80,7% na fase de conhecimento e 89,5% na fase de execução. Apesar dos dados não terem sido compilados na sua administração, dá para fazer uma avaliação dos motivos que levaram a números tão elevados?

Orlando Perri – O CNJ acabou incluindo na avaliação da taxa de congestionamento o número de arquivamentos concluídos pelos tribunais de justiça. Lamentavelmente o Tribunal de Justiça de Mato Grosso tem arquivado pouco. Julga-se até razoavelmente bem, mas arquivasse muito pouco daquilo que julga. Tomemos como exemplo os tribunais de São Paulo e Rio de Janeiro, que foram bem classificados pelo CNJ. Esses tribunais têm uma taxa de congestionamento na ordem de 78%, entretanto eles arquivam tudo que eles julgam. Enquanto que em Mato Grosso arquiva-se em média 44%. Então o número de arquivamento tem influído sobre maneira na taxa de Mato Grosso. 

MidiaJur – E o que tem sido feito para alterar essa situação?

Orlando Perri – Primeiramente trabalhando nas situações que contribuem para elevar a taxa de congestionamento. Já começamos a trabalhar na elaboração de três planos de gestão. Um a curto prazo, ainda para esse ano, outro para 2014 e o terceiro para 2015. Levado a efeito esses planos de gestão nós vamos diminuir sobremaneira a taxa de congestionamento junto ao CNJ.

MidiaJur – O senhor sempre disse que sua prioridade seria a primeira instância. O que tem sido feito para realmente dar prioridade para o primeiro grau?

"Pela previsão e pelo caminhar, nós vamos encerrar o ano com 40% a mais de processos julgados comparados com 2012"
Orlando Perri – Um dos grandes problemas que nós temos é estrutural, principalmente na parte de pessoal. Uma das principais reclamações dos magistrados, advogados e servidores é a falta de mão de obra. Estamos trabalhando no sentido de encontrar soluções para suprir uma parte dessa grande deficiência que é a falta de recursos humanos. Por exemplo, a falta de arquivamento dos processos é um reflexo da falta de servidores. Tantos os magistrados como os servidores se preocupam muito mais em movimentar os processos, dar andamento aqueles processos que estão nas prateleiras aguardando os impulsos, do que trabalhar no arquivamento. Eles estabelecem prioridades. Inclusive um dos planos de ações que estamos tomando é para agilizar a arquivamento e reduzir a taxa de congestionamento.

MidiaJur –Então o arquivamento dos feitos já será realizado em 2013?

Orlando Perri – Vamos fazer uma força tarefa a partir de novembro, para trabalhar especificamente no arquivamento dos processos que já se encontram nestas condições. Gostaria de acrescentar também que nós estamos tentando aumentar o número de servidores. Já demos posse para mais de 150 oficiais de justiça e vamos convocar 80 juízes leigos ainda neste ano. Só estamos esperando a aprovação de uma lei que está na Assembleia Legislativa, para corrigir uma distorção da lei atual no que diz respeito ao cumprimento de meta.

MidiaJur – Agora desembargador o de concreto já mudou de quando o senhor assumiu até agora, passado 240 dias de administração?

Orlando Perri – Já começamos a modificar essa situação. De maio a setembro nós já recebemos 34 mil processos e julgamos 52 mil. Ou seja, nós julgamos 156% a mais do que entrou. Isso demonstra que estamos respondendo melhor que em 2012. Graças evidentemente a algumas ações já tomadas no âmbito dos juizados especiais, como não deixar desguarnecido de magistrados. Temos feito o possível para que isso não ocorra, porque a população espera uma resposta mais célere dos juizados.

MidiaJur – E quanto a justiça comum? 

Orlando Perri – Nós já estamos ultrapassando a produção que tivemos no ano de 2012. Pela previsão e pelo caminhar, nós vamos encerrar o ano com 40% a mais de processos julgados comparados com 2012.

MidiaJur – Esse é um crescimento muito alto de um ano para o outro. O que ocorreu para atingir esse índice?

Orlando Perri – A verdade é que os juízes estão produzindo mais. Evidentemente que também já conseguimos suprir uma parte dos servidores, como os estagiários que praticamente estão em todas as comarcas do Estado. Então, nós já fizemos algumas movimentações no Estado e vamos realizar concurso público, para atender aquelas comarcas que mais necessitarem e que continuarem em condição de crítica.

MidiaJur – O Judiciário Estadual tem dificuldade para completar o seu quadro de pessoal pelo salário pouco atrativo dos servidores efetivos comparados com outras esferas da Justiça. O exemplo disso foi o último concurso realizado em que muitos candidatos aprovados ou não assumiram as vagas ou pediram exoneração logo em seguida.

"Mais magistrados somente se o Governo do Estado repassar dentro do ano orçamentário aquilo que lhe é devido ao Poder Judiciário."
Orlando Perri – Nós tivemos problema nos últimos concursos, especialmente aquele que realizamos em 2008. Nós fizemos o concurso por pólo e foi um grande equívoco do Tribunal de Justiça. Porque se a Justiça de Mato Grosso remunerasse bem, como em nível federal, nós certamente teríamos pessoas que se dispusessem a ir aos rincões do Estado. Mas, fato é, que o cidadão que mora em Sinop e se aprovado em um concurso para o pólo de Sinop, mas nomeado em outra comarca, como Vera, ganhando o que se ganha, evidentemente que ele não vai deixar a sua casa para assumir o cargo e, por conta disso, nós tivemos uma evasão ou desistência muito grande. Aproximadamente, cerca de 40% dos aprovados, se quer tomaram posse e uma significativa parte assumiu e deixou as fileiras do Tribunal, porque o salário deixou de ser atraente. Nós estamos repensando no sentido de qual cargo realmente nos interessa mais, porque no último concurso houve uma grande evasão de analistas. Então, os próprios gestores já perceberam que os técnicos são os que permanecem nos quadros do Poder Judiciário. Por isso, estamos pensando que metade dos cargos deverá ser para técnico.

MidiaJur - O senhor falou que irá realizar concurso, as vagas que serão abertas irão suprir a necessidade de mão de obra?

Orlando Perri – Não, por causa da questão orçamentária. Hoje nós precisaríamos em torno de 400 servidores, mas só conseguiremos fazer concurso para suprir 150 servidores. No que diz respeito a magistrado, estamos precisando de 37 novos magistrados. E já informo que está em andamento um novo concurso para a magistratura e vamos recrutar pelos menos mais 12 magistrados. Entretanto, mais magistrados somente se o Governo do Estado repassar dentro do ano orçamentário aquilo que lhe é devido ao Poder Judiciário.

MidiaJur – Então quer dizer que o governo não está cumprindo com o determinado em lei?

Orlando Perri - Eu tenho explicado e procurado mostrar ao governador do Estado que essa política da Secretaria de Fazenda de repassar ao Judiciário valor menor do que se prevê o orçamento e as leis orçamentárias tem sido nefasta ao Poder Judiciário. Porque isso impede o recrutamento de novos servidores e magistrados. 

MidiaJur – De quanto foi o prejuízo?

Orlando Perri – No ano passado a secretaria deixou de repassar cerca de R$ 50 milhões no decorrer do ano de 2012. O valor está sendo pago este ano, a partir de julho em seis prestações. Então, nós estamos tentando convencer o governador dessa necessidade de recebermos dentro do ano corrente aquilo que é devido ao Poder Judiciário, para que nossas metas e ações não sejam prejudicadas.

MidiaJur – A falta de repasse prejudica quais setores?

"No ano passado a secretaria deixou de repassar cerca de R$ 50 milhões no decorrer do ano de 2012. O valor está sendo pago este ano, a partir de julho em seis prestações"
Orlando Perri – Principalmente o pagamento de pessoal, porque para outras despesas, nós temos o Funajuris que atende grande parte da nossa demanda. Atualmente nós temos 20 obras em andamento no Estado. Uma significativa parte delas custeada pelas verbas que são recorridas pelas fontes do Funajuris.

MidiaJur – Falando em obras, o senhor retirou do orçamento de 2014 previsão para a construção dos Juizados Especiais e do Fórum de Várzea Grande, por qual motivo?

Orlando Perri – Existia realmente dois projetos de alto custo no Poder Judiciário. Um da construção do Fórum de Várzea Grande orçado em R$ 40 milhões e o outro da construção do complexo dos juizados especiais de Cuiabá também orçado em R$ 40 milhões. Nós mandamos rever os dois projetos, especialmente dos juizados especiais, até porque nós não precisamos dessa estrutura gigantesca e paquidérmica, como estava previsto. Basta, em termos de comparação lembra que o projeto elaborado para os juizados tinha só 3 mil metros a menos do que o Fórum de Cuiabá. A revisão é para se construir um prédio de acordo com as nossas necessidades. Não queremos nada luxuoso, só que o prédio possa abrigar os nossos juizados e que seja ele funcional, nada de ostentação.

MidiaJur – Então não está descartado?

Orlando Perri – Não. Muito pelo contrário, nós pretendemos iniciar a obra nesta gestão, porque é inadmissível que uma Capital não tenha um complexo e sim juizados espalhado pela cidade. Além do que isso gera muita despesa para os cofres do Judiciário.

MidiaJur – De quanto?

Orlando Perri – Cada prédio é uma administração, além do que os aluguéis para o Judiciário custam muito alto. Os juizados localizados no edifício Maruanã custam para o Tribunal cerca de R$ 50 mil por mês. Nós tivemos que proceder com a mudança do Juizado Criminal, no prédio localizado na Getúlio Vargas, que estava caindo aos pedaços e vamos ter que proceder com a reforma do prédio histórico. O aluguel do novo espaço vai custar algo em torno de R$ 40 mil. Quer dizer, os alugueis para o Judiciário acabam custando muito alto. Mais um exemplo é o arquivo. Pretendemos construir um prédio, mas estamos alugando um novo espaço que irá custar mais R$ 20 mil por mês. O sonho do povo é sair do aluguel e o nosso também é. Precisamos de casa própria.

MidiaJur – Muito se falou em orçamento, agora no valor previsto para 2014, o senhor conseguiu algum incremento?

Orlando Perri – Nós conseguimos um incremento, fruto de muita negociação e sensibilidade do governador, e ele disse que vai manter o mesmo orçamento do ano passado, naquilo que se refere ao custeio. No orçamento deste ano nós conseguimos passar de R$ 60 milhões para R$ 107 milhões com emendas parlamentares. Em um primeiro momento o governo sinalizou que não iria manter os R$ 107 milhões, mas graças a Deus e a sensibilidade do governador esse valor será mantido e corrigido.

"Estamos fazendo alguns trabalhos que não dão vitrine, mas que são necessários "
MidiaJur – Presidente a gestão do senhor recebe muitas críticas de que as coisas não estão acontecendo e que a administração ainda não decolou. 

Orlando Perri – Desde o meu discurso de posse eu tenho enfatizado que não sou milagreiro. As pessoas esperam de mim muito mais do que eu posso fazer, não como pessoa, mas como gestor, em decorrência dos recursos que são disponíveis ao Tribunal. Quisera eu ter recursos muito mais vultuosos para investir em mais magistrados, mais servidores, mais tecnologia. Enfim, os nossos recursos são limitados e nós estamos estabelecendo prioridades. Claro que estamos estabelecendo mudanças profundas no Judiciário. Estamos fazendo ainda aquilo que é básico. Estamos fazendo o alicerce. As ações feitas hoje só irão aparecer e ter resultado, daqui a dois, três ou cinco anos. Por exemplo, assumimos o Tribunal de Justiça com todos os setores trabalhando praticamente de modo artesanal. Só para se ter uma idéia, no setor de recursos humanos para conseguir uma informação, era necessário fazer inúmeros cruzamentos e ainda assim essa informação não era confiável. Estamos trabalhando agora na gestão de processos e na gestão de pessoas, para que em pouco tempo a administração do TJ possa apresentar resultados melhores do que hoje possível. Estamos fazendo alguns trabalhos que não dão vitrine, mas que são necessários.

MidiaJur – Qual a avaliação que o senhor faz da sua gestão?

Orlando Perri – Estamos fazendo um trabalho que não está aparecendo, mas que trará um grande resultado para o Judiciário. A nossa administração começou a levantar voo a partir do sexto mês. Porque tivemos imensas dificuldades no início da gestão, como a greve dos servidores e com as obras. Todas as obras estavam com problemas e tivemos outras infinidades de problemas que tivemos de resolver e que acabou tomando uma boa parte do nosso tempo. Agora estamos começando a conseguir resultados, como já salientamos a questão dos juizados especiais e da própria justiça comum que esperamos fechar o ano com o julgamento de 40% a mais de processos do que em 2012. Isso tudo é sinal de que alguma coisa já foi feita e vamos obter resultados ainda melhores em 2014. 

"A nossa administração começou a levantar voo a partir do sexto mês"
MidiaJur – Como está hoje o relacionamento com os servidores?

Orlando Perri – Está muito bem. Hoje é harmônico. Disse para o presidente do Sinjusmat que tudo que puder ser feito eu vou fazer. É claro que dentro das limitações orçamentárias e legais. Estamos procurando agora pagar passivos que o Poder Judiciário tem com os servidores. Estamos fazendo gestão junto ao CNJ para que aquele órgão proceda com a liberação do pagamento de direitos tanto de magistrados como de servidores que se encontram presos desde a gestão do ministro Gilson Dipin, em 2009. Esperamos e acreditamos que o ministro Falcão, com os pareceres técnicos, ele possa decidir pelo pagamento dos créditos. Agora estamos também fazendo o levantamento de outros créditos que os servidores têm direito e o cumprimento do que determina lei.
postado:  por Marcos Davi Andrade